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Estética das Máscaras

Gonçalo Mabunda e Ulisses Ovideo

Estética das Máscaras

Sem ignorar questões como a reutilização de materiais ou as técnicas de assemblagem na arte, métodos que caracterizam estes 2 artistas, a exposição “estética das máscaras”, procura acima de tudo, debater questões como beleza, a forma, o espiritual, o prazer, a identidade, etc. no contexto artístico.

A produção de máscaras é uma prática Humana desde a antiguidade feita por várias razões tais como: Questões identitárias, teatrais, espiritualistas, estéticas, etc. A estética das máscaras

propõem-se como uma abordagem que não se confina somente ao campo do belo restrito unicamente ao sentido da vista, mas a persistente procura de consenso ou sincronia entre a forma física e o campo espiritual. Aliás, ao inverter a frase “estética das máscaras” para “mascaras da estética” obtemos completamente outro sentido que pressupõe um tratamento facial… e consequentemente mudança de forma física para satisfação espiritual. Deste modo, encontramos o sentido de confrontação destes 2 artistas em exposição, apresentando parte da sua criação artística dedicada a produção de máscaras, provavelmente com razões distintas.

Ulisses Oviedo e Gonçalo Mabunda encontram este “consenso contraditório”, pois..., consenso contraditório, porque enquanto a produção do Ulisses é todo um assunto de pesquisa e reencontro com a identidade, explorando as heranças do academismo formal, Mabunda propõe-se uma intensa actividade prazerosa de produção de formas arbitrárias, feita com uma destreza e espontaneidade como se encarnasse um mestre ancestral africano… A tensão tradicional, moderna e contemporânea procuram um consenso, como forma de reintegração numa natureza formal evocando energias e espaço na “estética contemporânea”

Arte d’Gema

2017